
antes do julgamento de amanhã
Ministro relator do processo já enfrentou situação semelhante três anos atrás
O comando-geral da greve dos trabalhadores dos Correios tentará entrar em acordo com o relator do processo de dissídio no TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Maurício Godinho Delgado, antes mesmo do julgamento, marcado para esta terça-feira (11). Em assembleia geral realizada na tarde de hoje, grevistas disseram que não vão “abaixar a cabeça” para o governo.
Representantes da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) tentarão uma audiência com o ministro Godinho a fim de encontrar um consenso sobre o desconto dos dias parados, o percentual de reajuste, o pagamento de abono e o aumento linear para a categoria.
Godinho vive a mesma situação pela segunda vez. Ele já foi relator de um processo de dissídio coletivo dos Correios em 2008. Na época, o comando de greve conseguiu entrar em acordo com o ministro antes mesmo do julgamento.
Em reunião na última sexta-feira (7), a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) rejeitou a proposta do TST de reajuste de 6,87% retroativo a agosto, abono imediato de R$ 800,00 e aumento linear de R$ 60 a partir de janeiro de 2012, além da devolução dos seis dias já descontados, a serem pagos em 12 parcelas a partir de janeiro de 2012.
Segundo o diretor da Fentect e membro do comando de greve, José Gonçalves Almeida, o acordo é mais interessante para os trabalhadores do que o julgamento, marcado para esta terça-feira (11) pelo TST após divergência entre a direção dos Correios e os grevistas.
- Como o presidente do TST deixou em aberto uma possibilidade de acordo a qualquer momento antes do julgamento, vamos tentar buscar um entendimento com o relator. Achamos que seria melhor um acordo.
Almeida classificou a proposta do TST como “ruim” e muito parecida com a da administração da empresa. Para o grevista, o tribunal “ouviu mais os Correios do que os trabalhadores”.
A federação pede aumento linear de R$ 80 a partir de outubro com abono imediato de R$ 500 ou aumento de R$ 80 a partir de agosto sem abono.
Além disso, os grevistas lutam para que os dias de paralisação não sejam cortados da folha de pagamento. Pela proposta do TST, os seis primeiros dias parados seriam descontados em 12 parcelas e os demais dias seriam compensados com horas extras nos fins de semana.
A assessoria de imprensa do TST não confirma que o ministro Godinho receberá os grevistas nesta segunda-feira.
Fonte : R7TV Repórter, volta segunda
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