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TV Repórter: Cientistas esperam descobrir "segredo" do Universo em 2012



Cientistas da maior máquina do mundo esperam descobrir "segredo" do Universo em 2012

O equipamento LHC busca uma partícula que explica vários fenômenos físicos

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Os cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern, na sigla em francês) esperam dispor de dados suficientes extraídos do Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês) que é a maior máquina do mundo até o final de 2012 para checar a existência do bosón de Higgs, uma partícula hipotética essencial para entender por que as partículas elementares têm massa.

Rolf Heuer, diretor-geral do Cern, comentou o desafio dos pesquisadores em entrevista coletiva concedida em Grenoble na qual foram apresentados os resultados obtidos com o LHC no último ano.

- Ainda estamos esperando a partícula mais aguardada, o bosón de Higgs.

Trata-se do primeiro dos mistérios físicos que os especialistas tentam esclarecer com o mais potente acelerador de partículas do mundo, construído em um túnel circular de 27 km situado sob a fronteira entre França e Suíça.

Caso seja encontrada, será comprovada a teoria apresentada na década de 1960 pelo professor Peter Higgs, que serve para compreender as razões do comportamento da matéria. Por outro lado, se a partícula desejada não aparecer, o modelo padrão da física de partículas - que descreve as relações entre as interações fundamentais conhecidas entre partículas elementares que compõem toda a matéria - estaria incompleto.

Porém, aparecendo ou não, "seria uma descoberta", considerou Heuer, que afirmou que "o LHC está funcionando extremamente bem" e que se trata apenas do primeiro ano de funcionamento desse complexo aparelho.

- Planejamos que funcione outros 20 anos.

O cientista pediu "paciência" para a divulgação dos resultados.

No final de março do ano passado, o colisor conseguiu pela primeira vez recriar uma situação similar aos instantes posteriores ao surgimento do Universo. A colisão de partículas, feita a uma energia de 7 TeV (teraelétron-volts), foi alcançada após duas tentativas fracassadas – o recorde anterior havia sido obtido em 2009, quando a energia chegou a 1,18 TeV.

Na escala de nosso mundo cotidiano, 7 TeV ou 14 TeV é a energia cinética de sete ou 14 mosquitos voando. Parece pouco, mas esses valores são enormes quando se trata de prótons porque durante o choque, a energia se concentra em uma área um bilhão de vezes menor que um mosquito.

O sucesso do experimento abre as portas para uma nova fase na física moderna, já que agora será possível dar respostas a inúmeras incógnitas sobre a origem do Universo e a matéria.

Em junho de 2010,a supermáquina produziu uma taxa de colisão de feixes de partículas recorde: 10 mil colisões de prótons por segundo, o dobro de sua marca anterior.

Fonte : R7

TV Repórter, volta segunda

Charles Douglas
testedocharles

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