
Empresa vai desembolsar R$ 83 milhões para ficar com o Baú da Felicidade, de Silvio Santos
O Magazine Luiza desembolsou R$ 83 milhões para comprar as lojas do Baú da Felicidade, do Grupo Sílvio Santos. O negócio deve colocar a empresa de Luiza Helena Trajano na segunda posição do varejo de eletrônicos e eletrodomésticos do país. O acordo foi divulgado nesta segunda-feira (13).
A rede só ficará atrás do Grupo Pão de Açúcar, que em 2009 comprou o Ponto Frio e as Casas Bahia, em acordos estimados em mais de R$ 900 milhões somados. Com as marcas Pão de Açúcar, Extra, Extra Eletro, Ponto Frio e Casas Bahia unidas, a empresa controla mais de 1.580 lojas em 337 cidades.
A operação de Magazine Luíza com o Baú envolve 121 lojas em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. O total de pontos de venda passará a 732 na maior parte dos Estados brasileiros. Além disso, o Magazine Luiza adiciona 3 milhões de clientes à sua base de cartões.
A nova fusão não deve pasar pela aprovação do órgão de regulamentação da concorrência, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Segundo nota do magazine, o pagamento integral da transação será feito em 31 de julho.
A união não é a primeira a juntar gigantes no setor. Depois do Grupo Pão de Açúcar, Insinuante e Ricardo Eletro se uniram para formar a Máquina de Vendas. O grupo, com grande atuação no Nordeste, tem 750 lojas.
Somando as vendas do Baú de R$ 415 milhões, o Magazine Luiza teria faturamento bruto de R$ 6,1 bilhões no último ano, contra R$ 5,7 bilhões da Máquina de Vendas.
- As lojas do Baú estão localizadas em pontos comerciais estratégicos, com foco na classe C, mesmo público-alvo das lojas do Magazine Luiza.
O Magazine Luiza não deu detalhes sobre utilização da marca Baú da Felicidade e previsão de faturamento, mas afirmou que o valor da operação considera "que as lojas não terão nenhuma dívida ou caixa a serem pagos integralmente na data de fechamento da transação", prevista para 31 de julho.
Algumas unidades do Baú podem ser fechadas, vendidas, transferidas ou integradas para evitar sobreposição em determinadas cidades. Parte das unidades adquiridas, principalmente no Paraná, também deve ser convertida em lojas virtuais.
Em novembro do ano passado, a descoberta de inconsistências no balanço do banco Panamericano, também parte do Grupo Silvio Santos na época, levaram o empresário e apresentador a fazer um aporte bilionário na instituição, que acabou sendo vendida ao BTG Pactual no final de janeiro.
Na ocasião, o Baú despertou interesse do bilionário mexicano Ricardo Salinas, dono da rede de eletrodomésticos Elektra e do Banco Azteca, e da MM Mercadomóveis, varejista da região Sul do país, mas nenhuma oferta chegou a ser apresentada.
Fonte : R7
TV Repórter, volta segunda
Charles Douglas
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